A Arma de Lizzie Borden /Lizzie Borden Took an Ax [Filme Resenha]


Olá mais uma vez, ainda no tema Lizzie Borden decidi falar um pouquinho sobre o filme Lizzie Borden Took an Ax (na tradução A Arma de Lizzie Borden) que teve seu lançamento mundial em 25 de janeiro de 2014, produzido pelo canal Lifetime. Tendo como diretor Nick Gomez e produtor Michael Mahoney e não deixando é claro  Marilyn Vance que trabalhou no figurino. O filme é baseado no assassinato real de Andrew Border e sua esposa Abby Borden, madrasta de Lizzie Borden de 1892, tendo como principal suspeita a filha mais nova a própria Lizzie Borden que foi absolvida e nunca foi mencionado quem era realmente o assassino do casal Borden, mas ate hoje existe disputas sobre a identidade do assassino. A história de Lizzie Borden foi longe criando muitas teorias e especulações diversas.

Algumas delas é sobre sua culpa intencional, ou de que ela teria cometido os crimes sobre  algum tipo de transe, em vista que ela estava menstruada na época, e caia em sono profundo durante o período, reforçado pelo fato de ser epiléptica, portanto teria matado o casal inconscientemente; outra teoria é que a culpada seria da empregada ou de outro morador de Fall Rivers, pois Andrew Border era uma figura odiada pela comunidade, porém essa teoria é contradizente pois não haveria motivo de matar a senhora Border. Existe até especulações sobre o suposto lesbianismo de Lizzie.


Pela tamanha imaginação popular Lizzie acabou se tornando um ícone pop, como a assassina do machado. Sendo assim Lizzie expirou muitos escritores, tendo inúmeros livros, um musical “Lizzie Borden: A Musical Tragedy in Two Axe”, e a tradicional canção infantil de pular corda norte americana “Lizzie Borden Took an Axe”: “Lizzie Borden took an axe / And gave her mother forty whacks / When she saw what she had done / She gave her father forty-one” que na tradução livre é (Lizzie Borden pegou um machado / E deu a sua mãe quarenta golpes / Quando viu o que tinha feito / Ela deu a seu pai quarenta e um), existe um certo exagero na canção quanto as estocadas,  já que se suspeita que o marido tenha morrido com “apenas” doze golpes no rosto e a esposa onze, mas é uma música de criança, néh? Nos anos 80 também foi expiração para uma banda de hard rock que se intitulou de Lizzy Borden. A casa dos Borden ainda existe e é usada como turismo e tem fama de ser assombrada. 

Apesar de todo esse histórico, a história sobre o assassinato cometido na casa dos Bordens nunca foram devidamente levados para o cinema, porém ele teve dois telefilmes: o primeiro é muito conhecido é o The Legend of Lizzie Borden (1975) de Paul Wedkos, no papel-título a lendária Elizabeth Montgomery, do seriado A Feiticeira; e o segundo é justamente Lizzie Borden Took na Ax com a Christina Ricci, a inesquecível Vandinha agora as da família Addams agora a sumindo o papel da protagonista. 


Sinopse do filme: Foi na manhã quente de 4 de agosto de 1982, na cidade de Fall Rivers, Massachussets, que um duplo homicídio entraria para o folclore dos EUA. Andrew J. Borden e sua esposa Abby Borden acabaram sendo brutalmente assassinados por pancadas de um objeto pontiguado. As suspeitas caíram sobre a filha mais nova de Andrew, e que era enteada de Abby, Lizzie Borden, que teria supostamente matado o casal com um machado. Num julgamento marcado por depoimentos contraditórios e pelo sensacionalismo da imprensa. Lizzie acabaria sendo absolvida do crime. Ninguém nunca foi condenado pelos assassinatos. No entanto Lizzie acabaria sendo condenada pela imaginação popular, se tornando um ícone pop, como a assassina do machado.

O filme começa mostrando a vida familiar de Lizzie como era o comportamento de seu pai, sua relação com a irmã mais velha. A produção resolveu mostrar a personagem central como uma garota festiva, o que obriga burlar regras e proibições de seu pai para ir a eventos, e também é dada à mentira de ser cleptomania. Até o dia do assassinato que ela encontra seu pai morto no sofá e mais tarde a policia encontra a sua madrasta no quarto que do andar de cima, dai é tribunal, mentiras, remédios e atitudes suspeitas, os ataques do promotor (Gregg Henry do clássico Dublê de Corpo), que chega a levar os crânios dos pais da réu para o tribunal. 


Uma coisa que achei muito bacana nesses dois telefilmes é que o de 1975 tinha no elenco a estrela televisiva Elisabeth Montgomery, ela própria uma descendente da família Borden, e nessa nova versão 2014 como auxiliar do médico legista, Jono Borden, também descendente do clã Borden, e uma autoridade em pesquisas em relação aos assassinatos de seus antepassados. A princípio ele teria sido convidado como consultor, mas aceitou aparecer nessa pontinha.

Sendo honesta fiquei muito desapontada com o filme, à produção conseguiu transformar uma história tão interessante em algo entediante e monótono, tendo mais foco nas cenas do tribunal do que na personagem central, o filme de gênero suspense/terror não teve nada de assustador ou cenas da morte apenas um close no rosto mutilado do patriarca da casa, que se passa muito rapidamente. A trilha sonora é outra coisa que ficou muito a desejar... No ano de 2015 foi lançado a primeira temporada da série Lizzie Borden que conta sua vida quatro meses a pois ser absolvida pelo assassinato de seus pais, a pesar do mesmo elenco a  o decorrer da história e a trilha sonora mostra algo totalmente diferente do filme, que ficou muito a desejar comparando a série. 

14 comentários:

  1. Realmente o filme é bem morninho, assisti a série antes e achei muito encrivel! Perfeita pena que o filme não saiu como a série. Amei sua postagem muito interessante.

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    1. Sim é verdade, acho que maioria das pessoas assistiram ate o final apenas pela história, pois o filme é muito de vagar... Obrigada por gostar e comentar.

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  2. Oh! Filme também? Na lista para assistir esse final de semana. Postagem maravilhosa.

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    1. Aconselho ver a série em seguida que é bem melhor que o filme, se gosta de filmes e séries deste gênero vai amar. Obrigada por gostar e comentar.

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  3. Assisti o filme hoje depois de ler sobre ele aqui, eu achei bem legal. Eu não curto muito filmes de terror ou suspence pois sou medrosa, mas gostei da Lizzie Borden.

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  4. Comparando a série realmente ficou fraco, mas ainda é um bom filme só achei que podiam se focar mais na Lizzie...

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    1. Sim é verdade se comparar o filme perde para a série além da desvantagem que na série tem vários capítulos e podem abusar mais da criatividade, apesar acredito que a primeira história de Lizzie não daria tamanho aproveitamento para uma série....

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  5. Uma coisa que achei legal nesse filme é o estilo flash-back que teve nele, pode se dizer que todo o filme é assim, principalmente no final.

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    1. Tem bastante flash-back mesmo, acho que foi a única coisa que salvou o filme.

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  6. Oxii tem filme da Lizzie, esse eu não conhecia o único que assisti foi o de 1975 seria legal ver uma postagem sobre ele aqui.

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    1. O telefilme de 1975 é incrível!!! Sim eu irei fazer com certeza.

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  7. Amei a postagem sobre o filme não conhecia, fiquei muito interessada em assistir.

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